Após quase quatro meses, Alto Tietê retoma com cautela atividades liberadas na fase amarela do Plano SP

Bares, restaurantes, academias e salões de beleza puderam reabrir as portas.

Comerciantes de Mogi avançam com cautela para fase amarela Quase quatro meses após o início da quarentena no estado de São Paulo, o Alto Tietê iniciou nesta segunda-feira (13) a terceira fase da retomada da economia no Plano SP, com a permissão de que bares, restaurantes, salões de beleza e academias possam reabrir.

No restaurante em Mogi das Cruzes o tradicional self-service sobreviveu à quarentena, mas nada é tão simples como antes.

Para entrar, é obrigatório o uso de máscara, medição de temperatura e higienização das mãos. Na hora de montar o prato, luvas à disposição dos clientes para evitar contato direto com os talheres.

Mesmo com todos esses protocolos poder comer fora depois de tanto tempo é um alívio para o motorista de aplicativo Caio Evaristo Bottini. "Facilita bastante porque eu trabalho com aplicativo.

Para ficar indo em casa tomar toda vez, né? No restaurante é mais fácil, prático", diz.

Mas para os donos a tão esperada retomada não atendeu as expectativas.

O local tinha capacidade para 80 pessoas, mas está só com 30 lugares.

O governo limitou os restaurantes a trabalharem com no máximo 40% da capacidade, em local arejado e com horário reduzido.

No primeiro dia só 10 clientes foram para o almoço. "O perfil que veio hoje foi de trabalhadores mesmo.

O nosso público, geralmente, é de escolas e idosos, que tem bastante aqui no bairro", diz a sócia-proprietária Simone Trajano da Silva.

O Alto Tietê avançou pra fase amarela da quarentena.

A redução no número de novas de mortes e a queda na ocupação de leitos para a Covid-19 ajudaram. Os salões de beleza também já podem abrir as portas.

Um deles, em Mogi, criou uma nova recepção para o período de pandemia.

O cliente chega e faz a higienização dos pés no tapete sanitizador.

Em seguida, é feita a medição da temperatura e, na sequência, a verificação do agendamento do horário.

Este tipo de estabelecimento só pode trabalhar com agendamento.

As cadeiras foram reduzidas quase pela metade.

Algumas servem para reforçar o distanciamento, com mensagens de conscientização. A lanchonete e a lojinha do espaço, por enquanto, ficam desativadas.

O salão escolheu abrir só nesta terça-feira (14).

Foram várias expectativas frustradas de retomada.

Para evitar mais uma decepção, o pessoal acerto os últimos detalhes só depois do anuncio oficial, na sexta-feira (10). "Cada um anúncio de sexta-feira do Doria a gente ficava com a expectativa.

Mas demorou tanto que que a cada dia a gente ficava com o pé atrás, sempre.

Da outra vez em que a prefeitura disse que talvez poderia reabrir, a gente organizou tudo e criou uma expectativa, que depois foi um balde de água fria.

Por isso eu achei melhor a gente ter cautela e, sim, quanto eles deram certeza, a gente passou os horários", diz a dona Larissa Kanazawa Yonezaki.

Nesta terça-feira, a Prefeitura de Mogi se reúne com representantes dos clubes da cidade para discutir as condições de reabertura parcial e os protocolos sanitários. Na fase amarela, o comércio em geral, que já estava aberto, passou a funcionar por mais duas horas por dia.

O horário do shopping de Mogi agora é das 12h às 18h, todos os dias.

As lojas de rua, das 10h às 16h.

Balanço Roberto Assi, diretor da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, disse que a entidade esteve à disposição do comércio e população para possíveis problemas, mas não tiveram nenhuma intercorrência, e as duas horas a mais ajudaram a eliminar filas.

"Todo o comércio é interligado.

A abertura paulatinamente, em função do tempo que ficou parado, realmente vai estabelecer o novo normal.

A Prefeitura, com a Câmara Municipal e escolas [de idiomas] estão negociando, mas isso vai depender do Doria e de como vão vir as notícias para nós", disse.

Em relação aos protocolos dos restaurantes, Assi diz que o brasileiro tem uma capacidade grande de adaptação, e que os comerciantes e empreendedores estão tomando cuidados para não voltar para as fases laranjas ou vermelhas.

"Nós estamos acompanhando de perto, mas não temos um levantamento por setor.

Tem aqueles que foram mais afetados, e uma média foi de 40 a 50% de queda no faturamento de todos.

O que é importante é que as pessoas mantenham os protocolos, respeitem o número de pessoas que podem entrar.

Nós temos que evitar ao máximo é voltar de fase e isso depende de nós.

Os comerciantes precisam manter os protocolos e o público precisa entender que se houver lotação, precisa ter o distanciamento e ele esperar para ser atendido", destaca.

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Categoria:SP - Mogi das Cruzes e Suzano